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Panorama Atual da Ovino-caprinocultura   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
11 08 2005

O Brasil foi descoberto no Nordeste e disso ninguém duvida! Não seria surpresa se tivesse sido na costa do Rio Grande do Norte que um dos nossos colonizadores desembarcou os primeiros exemplares de ovinos e caprinos trazidos da África, Europa ou Oriente.

Carlos H.P. Portela, Maria Cristina B. Madeira, Orlando Cláudio Procópio e Ricardo Lemos

Encontrando condições ambientais favoráveis, esses animais povoaram a região, e no decorrer do tempo, forjaram diversas raças nativas - ou ecótipos - que se desenvolveram, evoluíram e hoje representam um importante e disputado banco genético para compor a moderna pecuária nacional.

Mesmo sem a certeza desse primeiro desembarque, inegavelmente, o Rio Grande do Norte e o seu povo têm uma história de séculos de convivência com os ovinos e caprinos ou "miunças", como são chamados os "papa-jerimum" ou "potiguares". Desde o seu litoral até os mais profundos sertões, os pequenos ruminantes adaptaram-se e evoluíram de forma extraordinária, compondo um rebanho estimado hoje em 900 mil cabeças, que é parte vital para a população e importante segmento econômico - apesar de muito tempo ser relegado à atividade secundária. Este quadro transformou o Estado em um dos mais singulares e tradicionais criatórios da caprino-ovinocultura nacional.

Atualmente, o Estado assiste a uma onda de mudanças e transformações no setor da ovino-caprinocultura que, a exemplo de toda pecuária brasileira, vem avançando rapidamente, modernizando-se, atraindo investimentos e colhendo resultados surpreendentes. Grandes foram os avanços recentes do setor da ovino-caprinocultura que, a exemplo de toda a pecuária brasileira, vem avançando rapidamente, modernizando-se, atraindo investimentos e colhendo resultados surpreendentes. Grandes foram os avanços recentes do setor no Rio Grande do Norte, mais precisamente nos últimos dez anos, com várias ações realizadas tanto pelo segmento privado empresarial, quanto pelo setor público. Tradicional detentor de rebanhos de raças nativas ovinas e caprinas com alta qualidade e pureza - a exemplo da região Nordeste em geral, o Rio Grande do Norte sempre foi destino certo quando se busca por sangue e raça. O Estado possui reconhecida qualidade em seus rebanhos Santa Inês, Morada Nova, Cabugi, Jaguaribe, Moxotó, Canindé, Cabra Azul, Pardas Sertanejas e tantas outras que são verdadeiros patrimônios da cultura e da pecuária potiguar. Introduzidas posteriormente, raças importadas como a Anglo-Nubiana, Saanen, Alpina, Murciana, Toggenburg e outras seguiram o exemplo das nativas e formaram aqui rebanhos admiráveis. Regiões tradicionais do Estado, como a Central/Cabugi, Apodi, Trairi, Oeste Potiguar, Mato Grande e outras, reúnem condições ambientais invejáveis para a pecuária de ovinos e caprinos.

Não bastasse a sua tradição e vocação pecuária, suas condições ambientais e a qualidade e diversidade de suas raças, o Rio Grande do Norte tem ainda larga tradição quando o assunto é seleção zootécnica e o investimento em genética superior. O trabalho de melhoramento desenvolvido há décadas, com seriedade e persistência nos rebanhos bovino e eqüino, confere ao Estado status diferenciado e notório reconhecido pela qualidade de sua genética. Esta tradição e experiência já se estenderam e incorporaram-se ao setor da ovino-caprinocultura potiguar. Técnicas de reprodução, como a Transferência de Embriões e a Inseminação Artificial, aliadas ao manejo racional, são novidades já absorvidas e largamente praticadas por um número cada vez maior de criadores, colocando o Estado na condição de exportador de genética ovina e caprina. Além do trabalho com as raças nativas tradicionais, criadores investem em novas opções, como no caso do ovino Dorper e do caprino Boer, ambos de origem africana, rústicos e com forte aptidão para a produção de carne.

A busca por genética de ponta, além de focar nas raças nativas, alcança novos investimentos com a aquisição de material de alta linhagem, tanto no Brasil quanto através de importação de embriões adquiridos nos países de origem. Já não é novidade no Estado a presença de criatórios dotados de instalações adequadas à prática da moderna seleção e manejo racional e, notadamente, focados na produção. Este conceito do melhoramento está sendo difundido e absorvido rapidamente por um grande número de criadores, desde os menores aos mais estruturados, que já entendem a necessidade de se investir nesta área e encurtar tempo na busca de melhores resultados.

A introdução de novas técnicas e conceitos nas áreas de reprodução, seleção, manejo, nutrição, sanidade e gestão, aliadas às nossas condições naturais e tradição, encontra respaldo num competente corpo técnico que contribui decisivamente para a mudança de postura no setor. Profissionais ligados ao setor, como veterinários, zootecnistas e agrônomos, vêem seus trabalhos reconhecidos e assumem o merecido espaço e importância. Na verdade, há um mundo novo e encorajador cenário na ovino-caprinocultura potiguar. O que antes era classificado como atividade secundária e de pequena monta, não raro chamada de "miunça" ou "bicho de criação", hoje atrai interesse e investimentos dos mais diversos setores dentro e fora do Estado. Este fenômeno que impulsiona e valoriza a atividade, ao mesmo tempo impõe a busca constante pela qualidade e adoção de técnicas e ações que garantam o crescimento e a sustentabilidade da atividade fundamentada em técnicas modernas e competitivas frente ao mercado.

Para a consolidação da atividade, está em marcha uma verdadeira mudança no sistema produtivo. O sistema extensivo de exploração de ovinos e caprinos para a produção de carne, tão tradicional em nosso meio e de perspectiva de produção limitada, dá lugar a um sistema moderno e eficiente, com um produto final confiável e de alto valor biológico, com regularidade na oferta ao mercado comprador e rápido retorno de capital para o pecuarista.

A despeito das excepcionais qualidades e atributos das nossas raças nativas, a introdução de raças exóticas especializadas a exemplo do Dorper, Boer e Savanna, cruzadas com as nossas matrizes mestiças de diversas raças - como Santa Inês, Anglo-Nubiana e outras - geram um produto extremamente precoce para crescimento e ganho de peso, com ótima conversão alimentar e uma excelente composição de carcaça que apresenta grande crescimento industrial. Este produto destina-se especialmente para os chamados cortes nobres tão valorizados e demandados por um mercado em plena expansão. A disponibilidade de um bom material genético aliado aos conceitos de manejo racional de pastagens - inclusive irrigadas, reserva estratégica de alimento, uso de suplemento mineral proteinado na seca, estação de monta, rigoroso controle sanitário, uso de cocho privativo e técnicas de acabamento, entre outras, têm possibilitado a utilização de lotações superiores às adotadas na pecuária tradicional com ganhos de peso vivo superiores a 1.500 kg hectare/ano.

Os primeiros e animadores resultados gerados por esta nova ovino-caprinocultura potiguar são frutos de muito trabalho, investimentos e, acima de tudo, da abnegação de muitos envolvidos na atividade.


Fonte: Revista O Berro Nº 78 - Junho/2005.


 
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