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Anglo Nubiana   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
20 10 2004

                                                           Fonte: A Cabra & a Ovelha no Brasil

Origem

A empresa de navegação P&O, no século XIX, carregava cabras para sustento da tripulação e vendia o que sobrava no destino. Logo percebeu que havia compradores para cabras na Inglaterra! Geralmente os navios de P&O levavam cabras embarcadas na Índia, ou na região de Chitral, ou também da Níbia, Egito, Assíria e Síria. Todas tinham certas características comuns: longas orelhas pendentes, pêlo curto e perfil convexo. Obviamente outras empresas de navegação também transportavam cabras que, invariavelmente, chegavam até a Inglaterra.

O tipo preferido pelos compradores era a cabra Nubiana, variedade Zaraibi, do Egito. Durante os anos 1878-1880 cabras famosas eram exibidas em exposições com o nome de Nubiana, embora pudessem  ter origem na África, ou na ìndia, ou em qualquer lugar fora da Inglaterra.

No Brasil

Tudo indica que o primeiro rebanho da raça Anglo-Nubiana do Brasil pertenceu ao milionário Carlos Guinle. Ele esteve na Inglaterra comprando animais e adquiriu o campeão da Exposição de Kent, da Raça Ronney Marsh. Aproveitou a viagem e trouxe vários animais, em 1929. Falava-se muito no Anglo-Nubiano, cruzamento de raças alpinas aperfeiçoadas com uma raça misteriosa da Núbia africana.

O milionário trouxe diversos animais como sendo de pura raça Anglo-Nubiana, mas as fotografias deixam claro que ele comprou "gato por lebre". Ele não aceitava a palavra "Anglo-Nubiana", aportuguesada, e exigia que seu rebanho fosse apontado como sendo "Anglo-Nubian" como pretendiam os ingleses. Tamanho esnobismo para um punhado de cabras que não passavam de grosseiras mestiças! As picaretagens sem pre existiram. As fotos estampadas em publicidade de seu rebanho, na revista "O Campo" de Janeiro de 1930.

Segundo Honorato de Freitas (1945, p.40), em 1932 foram introduzidos, na Bahia, reprodutores das raças Nubiana, Murciana e Angorá. Eram animais da Inglaterra e dos Estados Unidos. Foram entregues à Prefeitura de Uauá, não receberam os necessários cuidados e orientação, fracassando.

Os descendentes desses animais espalharam-se por todo o sertão, "derrubando orelhas em todas as direções", produzindo animais com orelhas pendentes. Os brasileiros viviam o período denominado de "império das orelhas" na pecuária bovina em que a imensidão das orelhas era sinal de sucesso. Assim, os criadores se entusiasmaram com a chegada do Anglo-Nubiana orelhudo entre os caprinos.

De 1938 para cá, a Anglo-Nubiana começou a ser introduzida na Bahia por Antônio Rego Gonçalves, de Bonfim, que importou para sua fazenda. Foi seguido pela Secretaria da Agricultura e outros criadores (p.41). Neste mesmo ano sob orientação de Landulfo Alves, foi importada e depositada em Feira de Santana (BA), tendo em vista solidificar um núcleo de criadores. Também em São Paulo, a raça Anglo-Nubiana  foi criada pelo Depto. de Produção Animal (p.41), com relativo sucesso.

A raça tem sido extensivamente importada nos últimos anos, principalmente dos Estados Unidos. É muito usada no Nordeste para cruzamento com cabras comuns para comercialização de carne e produção de leite. Já há clara evidencia da influência do Anglo-Nubiano nas cabras leiteiras comuns, as quais, no geral, apresentam orelhas alongadas, sendo agrupadas com a denominação de "Tropicana", embora tenham sofrido enfluência também da Mambrina e até da Bhuj. A raça Tropicana ganha enormes espaços nos Cerrados, Sudeste e Centro-Oeste, devido ao seu grande porte, precocidade de crescimento e presença de linhagens leiteira. Milhões de cabras Tropicanas garantem o futuro da raça Anglo-Nubiana no Brasil.

O recorde baiano e das Fenagros é de 1996, da cabra Anglo-Nubiana Jussara do Paschoal, com produção de 22,20 Kg de leite em seis ordenhas durante três dias, com média de 7,40 Kg/dia.

Situação

O rebanho estimado em mestiçagem é de 3,0 milhão de cabeças. Sem dúvida é o maior rebanho brasileiro em atividade. Calcula-se que existam mais de 70.000 cabeças "puras de origem" (PO), as quais são aptas para receberem um Certificado de Fundação.

Padrão da raça Anglo-Nubiana

 
Ideal
Permissível
Desclassificante
1 - Cabeça
Tamanho
Bem conformada e proporcional ao corpo
 - - -
Grande
Perfil
Convexo
Sub-convexo
Côncavo, ultra-convexo, reto no macho
Orelhas

Implantação alta, médias, longas espalmadas, pendentes, dirigidas para fora e voltadas para a frente nas extremidades ultrapassando a ponta do focinho em até 3 cm.

Mais curtas que o focinho, indo até a comissura labial
Eretas, pequenas, ou excessivamente longas
Chifres
Chifrudo ou amochado
Mocho
 - - -
Olhos
Vivos, grandes e brilhantes
 - - -
 - - -
2 - Pescoço
 

Bem implantado, musculoso, médio com ou sem barbela, nos machos.
Delicado e bem levantado nas fêmeas.

Fino, nos machos
 - - -
3 - Tronco
Conformação
Longo, profundo e bem conformado
Estreito e curto
 - - -
Peito
Amplo, musculoso e profundo
 - - -
 - - -
Linha Dorso Lombar
Retilínea e larga
 - - -
 - - -
Tórax
Profundo, costelas bem arqueadas
 - - -
 - - -
Ventre
Amplo, profundo e de boa capacidade
 - - -
 - - -
Ancas
Bem separadas
 - - -
 - - -
Garupa
Longa, larga e suavemente inclinada
Estreita, curta e acentuadamente inclinada
 - - -
4 - Membros
Conformação
Fortes e bem aprumados
 - - -
 - - -
Cascos
Fortes e com coloração de acordo com a pelagem
Escuros
 - - -
5 - Órgãos genitais
Testículos
Normalmente desenvolvidos, móveis e médios
 - - -
 - - -
Bolsa escrotal
Normalmente desenvolvida, pele solta e flexível
 - - -
 - - -
Vulva
Normalmente desenvolvida
 - - -
 - - -
6 - Aparelho mamário
Úbere
Volumoso, macio e bem inserido
 - - -
 - - -
Tetos
Simétricos, dirigidos ligeiramente para frente
 - - -
 - - -
7 - Pelagem e pele
Pelagem
Qualquer pelagem, pêlos curtos e brilhantes
Pêlos médios
Pêlos longos
Pele
Solta, espessura média, predominando a cor escura
Parte clara na região sombreada
Despigmentação
Mucosa
Predominante escura
Clara, conforme pelagem
 - - -
8 - Aptidão
        Carne e leite
 - - -
 - - -

Altura média: Fêmeas: 70-90 cm. Machos: 90-100 cm.

Peso médio: Fêmeas: 50-65 Kg (podendo passar de 90 kg). Machos: 75-95 Kg (podendo passar de 120 Kg).


Fonte: Livro A cabra & a Ovelha no Brasil - Rinaldo dos Santos e Revista o Berro Nº 47 - Janeiro e Fevereiro de 2002.


 
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