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Instalações para Caprinos e Ovinos   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
12 01 2006
Sempre que visitar uma criação de caprinos ou ovinos, principalmente se o objetivo for à aquisição de animais, fique atento à higiene dos currais e dos cochos de água, observe a qualidade do alimento e do sal mineral fornecido e procure informações sobre os esquemas de vermifugação e vacinação do rebanho.

 Por Leonardo Pereira dos Santos - Médico Veterinário e Consultor.

Tudo isto mostrará o zelo do produtor com seu rebanho.

É importante ressaltar algumas questões sobre higiene e ventilação das instalações como, por exemplo, nos casos em que os apriscos apresentem áreas sombreadas, ou seja, àquelas em que não há incidência de sol durante todo o dia, faz-se necessário varredura de cal (pó), pelo menos uma vez ao mês, para que ocorra uma melhor higienização nestes referidos locais. O cabrito deve ter um local sem correntes de vento para dormir, ou seja, à noite deve ser colocado em local onde o mesmo se sinta aquecido. No entanto, cabritos amontoando-se nas entradas de ar, como por exemplo, nas portas, é indício de calor, neste caso deve-se promover uma ventilação.

Devemos lembrar que, assim como em uma fossa séptica, nos currais só encontramos fezes e urina. Os currais dos animais adultos deverão ser varridos pelo menos duas vezes por semana, enquanto o cabriteiro e a baia maternidade deverão ser varridos todos os dias. Além da varredura, o cabriteiro deve receber higienização com “vassoura de fogo” pelo menos uma vez por mês e varredura com cal (pó) pelo menos uma vez por semana. A baia maternidade é sempre um dos locais mais limpos do capril, devendo possuir uma área cimentada para que o parto ocorra aí. Em todos os casos as fezes deverão ser depositadas a no mínimo 150 metros de distância das instalações e separadas por cercas.

Os cuidados com a higiene das instalações – instalações limpas, fezes distantes das instalações e protegidas por cercas – estão incluídos no esquema de vermifugação que, além da aplicação do vermífugo propriamente dita, inclui também a não aglomeração de animais e a separação por faixa etária. Nas aglomerações podemos observa que onde tem cabra de chifre as mochas só comem a sobra de baixa qualidade nutricional, além de não terem acesso a locais confortáveis. Este é sempre um grande motivo de estresse para o rebanho.

Quanto à separação dos animais por faixa etária, lembramos que estes deverão ser organizados em lotes com idade aproximada, evitando-se assim a promiscuidade entre eles. Os cabritos devem ser divididos por idade ou desenvolvimento corporal uma vez que quando ficam todos juntos os menores só comem quando os maiores estiverem fartos restando para os de menor idade ou peso pouca comida e de baixa qualidade. Cabritos machos inteiros só deverão permanecer junto às cabritas até os três meses de idade, a menos que sejam castrados.

É importante lembrar que ao adquirir novos animais estes deverão cumprir o período de quarentena separado do rebanho já existente na propriedade. Quarentena consiste no isolamento de animais suspeitos de doença ou aqueles recém adquiridos, evitando-se desta forma a contaminação de todo o rebanho.

Outro aspecto importante é a necessidade da vermifugação antes de se promover uma mudança de pasto. Segundo Levine (1959) período de 48 dias de descanso (pastagens) não são suficientes para prevenir infecções por nematóides gastrintestinais (vermes). Vale a pena pensar na possibilidade de os piquetes rotativos, onde os animais voltam em menos de 48 dias, serem a grande causa do retorno rápido e em larga escala de verminose para o rebanho. As enfermidades mais comuns nos rebanhos são: verminoses, linfadenite caseosa, clostridioses, mastite, diarréia dos cabritos, ectoparasitoses, éctima contagioso, ceratoconjuntivite, CAEV, micoplasmose.

Além da vermifugação o rebanho deve ser vacinado contra: raiva - vacinação anual de todo rebanho; clostridioses - vacinação anual de todo rebanho; tétano - vacinação estratégica de alguns rebanhos; e penumoenterite - vacinação de matrizes no terço final de gestação.

Alguns alimentos podem causar distúrbios de diversas ordens nos animais. O mais freqüente é a intoxicação que pode ser provocada pela ingestão: do pereiro o qual causa deformidade fetal quando ingerido pela matriz no início da gestação, além de causar aborto se ingerido no terço final de gestação; da maniçoba que causa acentuada formação de gás no trato intestinal; da tamiarana que causa queimaduras na região ao redor da boca, principalmente de cabritos; e de feno ou concentrado com presença de mofo que é causador de sérios problemas gastro-entéricos.

É totalmente desaconselhado, sobretudo para ruminantes, devido à falta de adaptação da flora ruminal, uma mudança brusca na sua alimentação. A ausência ou incorreta mineralização do rebanho também causa distúrbio. A uréia deve ser usada apenas após uma adaptação segura dos animais e sob severa fiscalização.

Alguns pontos estão relacionados como potenciais causas dos abortos em caprinos e ovinos. São eles: carência nutricional ou situação de severa escassez de alimento; agressão por parte de outros animais, provavelmente, por situação de estresse provocado por espaço insuficiente ou escassez alimentar, maus tratos do proprietário ou tratador, além de algumas enfermidades infecciosas.

Nem sempre os partos de caprinos e ovinos são assistidos ou acompanhados de perto por médico veterinário. No entanto, se ocorrer parto distócico ou retenção de placenta, deve-se procurar um médico veterinário de imediato.

Os casos de abandono de crias têm sido relacionados com a escassez de alimentos ou falta de experiência da matriz primípara (primeiro parto). A mortalidade de cabritos pós-parto tem sido explicada pela insuficiente produção de leite, pela presença de doença infecciosa no recém nascido, mastite ou falta de experiência da matriz primípara.

Alguns cuidados com o cabrito após o nascimento são fundamentais. Incluem-se nos cuidados: a limpeza do cabrito após o parto para evitar a morte por asfixia; o corte e a desinfecção do umbigo para evitar-se a onfalite (infecção do umbigo); o fornecimento de colostro – de preferência mamando diretamente na matriz, durante 5 a 6 vezes nas primeiras horas de vida. Além desses cuidados é fundamental proceder a pesagem e a identificação das crias para acompanhamento de seu desenvolvimento.

A alimentação dos cabritos deve ficar aos cuidados da matriz que saberá faze-lo. Quando houver a necessidade de alimentar artificialmente (mamadeira) lembrar sempre de elevar a cabeça do filhote. O desmame deve ocorrer, preferencialmente, aos noventa dias e a castração deve ser feita aos três meses, usando-se liga aos quinze dias de nascido e o alicate castrador ou intervenção cirúrgica.

A mortalidade de cabritos está relacionada, na maioria das vezes, à falta de leite, mastite ou abandono; a enterites principalmente por falta de higiene ou excesso de leite; a broncopneumonias pelo excesso de ventilação, sobretudo à noite; e ao não tratamento do umbigo, o qual deve ser tratado com iodo logo após o parto e nos dois dias seguintes.

Como recomendação final lembramos da importância de trabalhar preventivamente para que não ocorra o surgimento de mastite no rebanho. A prevenção passa obrigatoriamente pela higiene, higiene, higiene. Higiene da plataforma de ordenha, na lavagem e secagem do úbere, na imersão das tetas em iodo, além da ordenha cuidadosa e completa.


Fonte: Site da Acosc por Leonardo Pereira dos Santos. 

 


 
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