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A Tenebrosa CAE   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
28 10 2006
O vírus da CAE (Artrite Encefalite Caprina) é um problema devastador, quando não controlado, no início da vida. Cabritos que bebem o leite infectado com o vírus da CAE já perderam a batalha e a guerra...!

Os ruminantes jovens nascem sem anticorpos e precisam beber colostro adequado para adquirir esses anticorpos. Não há possibilidade de o organismo combater a infecção.

Com o crescimento, o animal vai desenvolvendo seus próprios anticorpos ao mesmo tempo que diminuem aqueles adquiridos no colostro. Esta fase vai até as 12-16 semanas quando o cabrito já produz seus anticorpos. Aos 6 meses, o sistema imunológico já é de um animal adulto.

Os exemplos da tragédia multiplicam-se: aos 3 meses o animal pode apresentar encefalite. Nas primíparas é comum notar os joelhos inchados e doloridos, com ou sem úbere edemaciado após o parto. Os sintomas podem surgir após 3, 4 ou 6 anos. Enquanto isso, as filhas vão disseminando o vírus para os herdeiros. E pior: os cabritos não mamam apenas na própria mãe e, assim, uma cabra infectada pode contaminar dezenas de animais jovens. É comum observar bodinhos de 1, 2 ou 3 anos, que se recusam a cobrir as cabras ou mesmo se tornam estéreis devido à má alimentação. A CAE não perdoa...

Com menos de 6 meses de idade ou mesmo em animais adultos com 8 ou 9 anos, as juntas podem amanhecer inchadas. Cabritos de 3 a 6 meses podem apresentar encefalite, arrastando as patas posteriores, andando em círculos e, finalmente, ficando paralisados, cada vez mais, dos membros posteriores para os anteriores - até morrer. Cabras prenhes podem apresentar cetoses que, devido às fortes dores nas juntas, não conseguem mais caminhar até os cochos e acabam morrendo por inanição. Cabras paridas morrem com úberes endurecidos, tanto jovens como adultas com 4 ou 5 anos de idade.

O úbere congestionado e volumoso muitas vezes apresenta apenas algumas gotas de leite, caracterizando uma mastite virótica. Os inchaços surgem, grandes ou pequenos, entre as orelhas, atrás da cabeça, na "bolsa" que une a cabeça e o pescoço. Esses inchaços não indicam, necessariamente, sinais de alguma briga mas podem ser, com certeza, um sinal de que o vírus da CAE está presente. Também acontecem pneumonias agudas ou crônicas de origem virótica que não respondem a antibióticos, com forte pleurite e consolidação do pulmão. Mesmo depois de tratamento com antibióticos as crises reincidem, juntamente com juntas inchadas ou sinais de encefalite, levando o animal para um estado crônico.

Uma coisa é certa: os sinais da CAE manifestam-se quando o animal está estressado. De fato, o estresse enfraquece o sistema imunológico. Animais que se deslocam de uma fazenda para outra exibem juntas inchadas, além de outros sinais. O estresse ocorre, também, pela concentração de muitos animais em espaço muito pequeno, tanto sendo cabritos no período de desmame, cabras prenhes ou bodes em estação de monta. A disputa entre bodes também gera estresse.

Obviamente, uma cabra de alto potencial leiteiro jamais atingirá altas lactações, se ficar viva.

Como controlar a CAE? As tetas de todas as cabras devem ser tampadas 5 dias antes do parto, com fita adesiva, para evitar que o recém-nascido venha a mamar, caso não haja pessoal presente à parição. Ele não pode mamar! Também deve-se evitar que a cabra faça a "limpeza" do recém-nascido pois, ao lamber o nariz e a boca do cabrito, poderá transmitir o vírus. O cabrito deve ser secado e tirado de perto da mãe.

O cabritinho deve ser alimentado, inicialmente, com colostro pasteurizado de cabra ou colostro de vaca. O colostro de cabra pasteurizado, com o vírus morto da CAE, é de grande valor porque os anticorpos são preservados. Cabe observar, no entanto, que pasteurizar o colostro sem superaquecimento, e ainda mantendo-o fluído, é tarefa complicada. Algumas vezes o superaquecimento provoca a coagulação e os anticorpos tornam-se inúteis.

Com pasteurizar o colostro? Praticamente utiliza-se o método da garrafa térmica. Afinal, 170 a 227 gramas de colostro é uma proteção adequada ao recém-nascido. Depois desse colostro, o cabrito já poderá tomar o leite normal. A garrafa térmica ideal é a de aço inoxidável que deve ser testada enchendo-a com água aquecida a 57oC, permanecendo fechada por uma hora. Se a temperatura diminuir, depois de uma hora, então a garrafa não é muito boa para essa tarefa! O procedimento de pasteurização do colostro é o seguinte: 1) encher a garrafa com água a 57oC. Aquecer o colostro a 57oC em banho-maria. Retirar a água da garrafa, trocando-a pelo colostro a 57oC. Mantenha o colostro na garrafa por uma hora. Resfriar o colostro (para uso imediato) ou congelá-lo para uso futuro. Jamais descongelar o colostro em forno de microondas ou em água a temperatura acima de 43oC pois ambos os processos destruirão os anticorpos e a operação estará perdida.

Depois da primeira alimentação com colostro, o cabrito poderá receber leite de cabra pasteurizado ou leite de vaca, ou substituto do leite, ou combinação entre eles. O leite deve ser pasteurizado a 72oC, por 15 segundos e, em seguida, resfriado até chegar à temperatura de uso.

Os cabritos devem ser criados separadamente dos adultos até os 6 meses, pelo mínimo. O ideal é só misturar os jovens com adultos quando tiverem o mesmo tamanho. Quando mais tempo demorar para misturar as cabras sadias com aquelas contaminadas, maior será a imunidade natural e melhor a avaliação da herança imunológica dos animais.
Na ordenha são importantes os cuidados sanitários a fim de eliminar a transferência de vírus de úbere para úbere. As cabras de qualquer idade não devem ser alimentadas com leite cru.

Um bom sintoma de que a CAE está sendo erradicada no rebanho é o aumento de leite na primeira parição. Também verificar que os úberes não estão mais congestionados.
Lembre-se, no entanto, que a CAE é traiçoeira, ela pode estar incubada e aparecer somente depois de muitos anos. Assim, todo cuidado é pouco! Uma boa avaliação da erradicação deveria ser feita a cada 10 anos. O ideal é que a cada 3, 4 ou 5 anos, os animais portadores de vírus e aqueles com possíveis problemas de imunidade, devem ser apartados do rebanho. Não existe meio-termo nem perdão: ou o animal é portador, ou não é. Com a CAE não se brinca!


 
Fonte:Revista O Berro nº 44.


 
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