Home
 Equipe
 Galeria de fotos
 Histórico
 Localização
 O Rebanho
 Alimentação
 Catálogo de vendas
 Caprinforma
 Cotações
 Curiosidades
 Dicas
 Notícias
 Raças
 Receitas
 Sanidade
 Técnicas
 Web Links
 Livro de Visitas
 Contate-nos

Você pretende ampliar seu negócio de Caprinos?

Sim               
Não               

  

 
 
 
Advertisement
 
 
A Mecânica da Alimentação dos Pequenos Ruminantes   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
09 12 2007
Os ruminantes possuem um modo de processar a quebra dos alimentos diferente dos outros animais. Este processo pode durar muitas horas.


Os alimentos aprisionados pelos lá­bios (ovinos) e pelos incisivos (caprinos) são conduzidos pela língua até os dentes molares onde são triturados grosseiramente, sendo umedecidos ao mesmo tempo pela saliva. O animal secreta entre 3 a 5 litros de saliva por dia. A saliva é alcalina e serve principalmente para amaciar o alimento, ajudando a manter o pH do rúmen próximo da neutralidade. Este bolo é enviado pela língua para a faringe, seguindo para o esôfago que o conduz para a pança. Depois de encher a pança, o animal recolhe-se e, a se­guir, começa a ruminar.

Ruminação - O amolecimento dos alimentos continua no rúmen, pelas contrações dos músculos. Colocando-se a mão sobre o lado esquerdo do animal percebe-se com clareza os movimentos do rúmen, que são mais rápidos com o rúmen mais vazio e mais lentos com o rúmen mais cheio. O ritmo va­ria de uma a duas contrações por minuto, entre o começo e o final da alimentação. Após o término da refeição, as contrações seguem uma mesma freqüência do começo ao final da ruminação. Essas contrações também podem ser percebidas por auscultação, colocando-se o ouvido ou um estetoscópio sobre o flanco esquerdo do animal.

Após essa primeira mistura, o conteúdo do rúmen segue o mesmo caminho em sentido contrário. A ruminação é um ato reflexo que faz com que os ali­mentos voltem para a boca em sucessivas frações de bolos alimentares, para serem mastigados e ensalivados novamente, de forma mais completa.

Depois de 40 a 50 mastigações, os alimentos retornam para o estômago, mas - se for preciso - podem recomeçar o processo, voltando até a boca, até que o animal perceba que a ru­minação esteja completa. Finalmente, a massa ruminada, busca seu destino e, em parte, graças a um canal que vai do esôfago para o folhoso, segue para o coagula­douro.

O período de ruminação varia segundo a posição do animal. Se estiver deitado e repousando, ruminará durante meia hora pelo menos; descansará depois uns instantes e tornará a ruminar até ser apanhado pelo sono. Esta ruminação é contínua quando o animal não é incomodado, mas a pança não deve conter um excesso de alimentos. Se está sobrecarregada ou distendida, as paredes estarão paralisadas, não podendo reagir sobre o bolo alimentar (Sales, 1978, p. 31).

A cabra e a ovelha ruminam de 7 a 8 horas por dia e 75% de sua atividade efetua-se sobretudo à noite.

A parada de ruminação é sinal de enfermidade ou indisposição. A calma e a tranqüilidade dos animais, em um meio sossegado, são favoráveis a uma ruminação correta, com regurgitações espaçadas em cerca de um minuto.

Ação microbiana - Durante sua permanência no rúmen, os alimentos são atacados e decompostos por uma série de fermentos, bactérias e protozoários que constituem a flora e a fauna micro­bia­na. Assim a celulose é “digerida” pelos microrganismos do rúmen, podendo ser utilizada, enquanto passaria inal­te­rada entre os animais superiores que, sem esses microrganismos, não são ca­pazes de digeri-la.

Existem espécies de microrganismos, especializados nos diversos componentes dos alimentos: por esse motivo, as alterações dos alimentos das die­tas devem ser feitas lentamente, para que se desenvolva uma flora adequada à nova dieta. Mudanças repentinas na alimentação podem provocar sérios prejuízos à população microbiana do rúmen.

A população microbiana é permanente, pelo fato de o rúmen nunca se es­vaziar completamente. Quando as condições de umidade, temperatura, pH e aporte de alimentos são favoráveis, sua multiplicação é muito rápida. Algumas vezes fala-se em “semeadura” nos animais jovens, ao início de sua alimentação grosseira. Na realidade, a flora mi­cro­biana instala-se rapidamente, através do meio ambiente e dos alimentos.

A degradação dos alimentos acarreta a formação de diferentes produtos: amônia e ácidos graxos voláteis (AGV), como o ácido acético, o ácido propiônico e o ácido burítico. A proporção de AGV varia em função da alimentação. Os alimentos fibrosos, ricos em celulose, favorecem a produção de ácido acético, enquanto os concentrados favorecem a formação de ácido propiônico.

A abundante flora e fauna microbia­na absorvem boa parte dos nutrientes ingeridos para atender suas próprias ne­cessidades, de tal forma que os nutrien­tes disponíveis para os animais são o produto da transformação efetuada pela população microbiana. Outros passam inalterados pelo rúmen e serão digeridos e absorvidos pelo intestino.

Pode-se dizer que ocorre uma verdadeira associação ou simbiose entre os microrganismos que, em troca de um ambiente favorável para sua sobrevivência, permitem o acesso do ruminante a alimentos que ele seria incapaz de aproveitar.

Entre os produtos resultantes das fermentações do rúmen também constam alguns gases, como o metano e o gás carbônico, eliminados por eructação bucal (arroto) ou anal.

Ação química - Os alimentos degradados e decompostos, assim co­mo os milhões de microrganismos mortos, passam do rúmen para o retículo, que seleciona e reenvia os alimentos para o rúmen ou envia para o omaso, onde con­tinua a decomposição. A massa alimentar é prensada e perde uma boa parte do excesso de sua água. Segue finalmente para o abomaso, onde é impregnada pelo suco gástrico, o qual possui diversas substâncias: a quimosina (ou coalho), que provoca a coagulação da ca­seína do leite; a pepsina, que ataca as proteínas; uma lipase pouco abundante que ataca algumas gorduras; e o ácido clorídrico, que desempenha vá­rias ações.

A massa alimentar denominada quimo passa pelo piloro e chega ao intestino, onde as ações químicas iniciadas no abomaso continuam e onde os sucos digestivos vão atuar. O suco pancreático, que é lançado no intestino delgado, é a mais importante das secreções digestivas e suas enzimas vão a­tuar energicamente sobre os diferentes com­postos: matérias graxas, nitrogena­das e amido. A bílis, procedente do fígado, é lançada no mesmo ponto do intestino; ativa as enzimas do pâncreas e tem um papel muito importante na emulsão das gorduras. Finalmente, o intestino segrega o suco intestinal, que completa a ação dos precedentes.

Duração do trânsito alimentar - O trânsito dos alimentos, desde sua ingestão até a eliminação nas fezes pelo reto, tem uma duração variável, segundo o que foi consumido. Um feno de baixa qualidade tenderá a ter um trânsito mais lento que forragens de melhor qualidade. Uma maior digestabilidade e um trânsito mais rápido favorecem uma maior ingestão de alimentos.

Estima-se que os alimentos estão bem misturados uma ou duas horas depois da sua ingestão e começam a sair do rúmen de três a sete horas depois de terem entrado. A evacuação acontece a menos de 24 horas após a ingestão. Na verdade, o trânsito total (ingestão/ evacuação) é rápido para alguns alimentos (cerca de 15 horas), mas pode durar até dois dias ou mais para outros.

Se o volume interno do sistema di­gestório é relativamente constante, a única forma de o animal conseguir ingerir maior quantidade de alimentos é aumentando a velocidade de trânsito do mesmo. Essa velocidade está diretamente relacionada à ingestão. Animais que ingerem mais alimentos, como cabras de alta produção (ou animais de alta produção) apresentam um trânsito mais rápido do que um animal com uma ingestão menor, como uma cabra (ou ovelha) seca. Por outro lado, aumentando a velocidade de trânsito, é menor o tempo de exposição do alimento aos pro­cessos digestivos, fazendo com que a digestão e degradação efetiva diminuam.

Absorção - A absorção é a passagem dos nutrientes ao sangue e à linfa, através do tubo digestivo. Essa absorção, nos adultos, começa no rúmen, pelas papilas, continua no retículo e no oma­so e é intensa no intestino. No intestino ocorrem outras transformações: por exemplo, o caroteno se transforma em vitamina A. Assim, o sangue da cabra não contém caroteno (como ocorre na vaca) e, por isso, a gordura do leite de cabra é branca.


Fonte: Revista O Berro nº 107.

 
Voltar para Principal
 

Nós temos 37 convidados online

 
1572693 Visitantes

 
Alimentação
Confira a importância da alimentação, na criação de caprinos, dicas e MAIS !!!
 
Cotações
Sessão contendo as Cotações de Caprinos atualizadas...
Confira !!!
 
Dicas
Confira agora mesmo a nossa sessão de dicas
Clique aqui !!!
 
Receitas
Você quer conhecer algumas receitas de caprinos?
Acesse aqui !!!
 
Sanidade
Análise do rebanho para verificação de possíveis doenças.
CONFIRA AQUI !!!
 
Créditos
Créditos