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Atenção aos cascos   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
28 10 2004

A natureza dotou os caprinos de cascos que crescem continuamente... estes devendo ser aparados a cada 2 ou 3 meses, dependendo das condições de manejo, ambiente, nível de exercício e velocidade de crescimento.

A natureza dotou os caprinos de cascos que crescem continuamente. Quando em liberdade, este fato pode ser uma grande vantagem, pois o desgaste natural que os cascos sofrem em contato com terrenos duros e pedregosos.

A criação de caprinos muitas vezes obriga ao seu confinamento, não havendo hipótese de deixar os animais saírem livremente, não ocorrendo o desgaste suficiente para manter o casco em boas condições. Mesmo assim, havendo condições e havendo desgaste natural, estes devem ser aparados a cada 2 ou 3 meses, dependendo das condições de manejo, ambiente, nível de exercício e velocidade de crescimento.

Em caso de gestação adiantada, convém corrigir os cascos todos os meses.

O crescimento dos cascos é irregular e quando exagerado, dificulta a locomoção, e todas as dificuldades que exijam que o animal esteja em pé, como alimentação, cobrição, gestação, e desvio de aprumos, o que pode levar a relaxamento irreversível.

Torna-se mais prejudicial o crescimento dos cascos, pois a curvatura dos mesmos forma um depósito de detritos, umidade, fezes, matéria orgânica, que cria condições ideais para o desenvolvimento de microorganismos que podem causar inflamações e afecções podais, a peeira.

Constituição da pata dos caprinos

A pata dos caprinos é constituída por duas unhas ou dedos, daí ser chamada de bissulco. É dividida em parte externa e interna. A parte interna é constituída por 3 ossos unidos entre si por ligamentos e tendões, um aparelho elástico e de amortecimento de choques, e ainda um invólucro de carne. A parte externa forma o casco, que protege a parte interna.

O aparelho elástico e de amortecimento de choques é composto por cartilagens e pela almofadilha plantar para cada unha. As cartilagens dispõem-se de um e outro lado do pé, unindo-se entre si pela frente, ficando livres na parte de trás, prolongando-se além do osso, completando-o.

A parte de cima da cartilagem fica fora do osso.

A almofadinha plantar é uma almofada de carne, elástica e resistente, colocada sob o osso do pé e do tendão flexor e entre as cartilagens e destina-se a amortecer os choques no andamento.

O invólucro de carne compreende a carne do pé envolvendo as parte internas já mencionadas, a cutidura ou coroa, disposta à parte superior do pé, faz a transição do casco para a pele, constitui uma das partes mais importantes do pé, pois aí gera-se o tecido córneo que vai formar e renovar constantemente o casco.

O tecido folhoso segue-se à cutidura, descendo para a frente e pelo lado em torno do osso do pé e termina atrás, virando-se para baixo, introduzindo-se na almofadinha plantar, o tecido aveludado ou palma carnuda, sobre a parte inferior do osso do pé e a almofadinha plantar.

Todas estas partes internas, extremamente enervadas e irrigadas, são cobertas pelo chamado envolvedouro córneo, formando o casco.

Aparentemente formando uma só peça, o casco separa-se em três partes: Taipa, Palma e Mole.

A taipa, parede, cinta ou muralha é a parte do casco visível do apoio. A sua parede mediana chama-se entre-unhas. Representa a peça principal do casco, muito sujeita a crescimento, quando este não é acompanhado, quando este não é acompanhado do desgaste correspondente. Cobre todo o tecido folhoso e cutidura, da qual nasce. A parte de trás dobra-se, formando os talões ou mole.

A parte fronteira chama-se pinça, ponta-de-pé ou da unha, os lados, chaman-se ombros ou encontros, seguindo-se os quartos, entre os ombros e talões.

A taipa é direita, lisa, tendo maior espessura do lado de fora.

A palma é côncava na face inferior e mais para o meio e lado de dentro. A espessura da palma iguala à da taipa e ambas ligam-se entre si pela linha branca.

O mole, que corresponde ao talão do cavalo, tira o nome da macieza do corno da região, prende-se pela frente à palma e atrás com os lados da taipa.

Pela descrição apresentada, podemos confirmar a complexidade anatômica da pata dos caprinos e o cuidado que é necessário ter para que este mecanismo mantenhan-se em perfeito funcionamento, aparando os cascos quando o desgaste natural não é suficiente.

Embora a operação de corte e desbaste não seja complicada, exige muito cuidado, pois as lesões que podem surgir, por atingir vasos sanguíneos ou nervos, além de dolorosas, são difíceis de tratar.+

A operação pode ser realizada com o animal de pé ou deitado, em qualquer altura, estado de gestação, desde que não se sujeite a fêmea a choques ou quedas bruscas. O local deve ser bem iluminado, abgrigado do sol, espaçoso e limpo.

A imobilização do animal torna-se mais fácil se a operação for feita em pé, enquanto que a operação com o animal deitado requer meios de contenção mais complexos, tornando-se perigosa para as fêmeas em adiantado estado de gestação, e mais inCômoda para o tratador.

Convém separar animais eventualmente afectados pela peeira de animais sãos.

Para concluir a operação deve-se ainda proceder à limpeza e desbaste da palma, onde a matéria córnea também cresce.

Caso hajam complicações, ocorrendo sangramento, deve-se comprimir o local até a hemorragia parar. Caso não seja suficiente, deve-se aquecer uma lâmina e cauterizar o local, colocando-se em seguida um repelente ou cicatrizante.

Para concluir, referimos que em caso da preparação dos animais para exposições, deve-se proceder ao corte dos cascos cerca de 15 dias antes da mesma, de forma a que o anima tenha tempo de recuperar de qualquer ferimento que possa ocorrer.


Fonte: Revista O Berro Nº 70 - Outubro 2004 - Ana Isabel Matias Fiqueiredo Beijós.


 
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