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07 02 2005
Introdução

As pastagens representam a forma mais prática e econômica de alimentação dos bovinos e como tal constituem a base de sustentação da pecuária de corte no Brasil. A maioria das pastagens, todavia, está na região dos cerrados, nas áreas de menor fertilidade e ou em áreas marginais, exploradas de maneira extrativista e, como consequência, em processo de degradação. Esta situação tem contribuído para que a pecuária de corte apresente, há décadas, índices zootécnicos muito baixos (Corsi, 1986), com lotação das pastagens em torno de 0,5 UA/ha/ano e produtividade na faixa de 100 kg de peso vivo/ha/ano (1 unidade animal, UA, equivale a 1 animal de 450 kg de peso vivo). Há, portanto, necessidade de obter ganhos em produtividade que permitam tornar a pecuária de corte, principalmente nas regiões de terras mais valorizadas, mais rentável e competitiva frente a outras alternativas de uso do solo.

A produtividade animal em pastagem depende do desempenho animal (ganho de peso  vivo) , que está associado à qualidade da forragem e da capacidade de suporte da pastagem (número de animais por unidade de área), que é função da produção de matéria seca da mesma (Boin, 1986). Embora as gramíneas forrageiras tropicais não sejam de excelente qualidade, pois o ganho de peso vivo que proporcionam está na faixa de 0,6 a 0,8 kg/animal/dia, a produtividade animal pode ser elevada pelo seu grande potencial de produção de matéria seca no período das águas. A lotação pode passar de 0,5 UA nos pastos nativos e ou degradados, para a1,0 a 1,5 UA nos solos de baixa fertilidade, 2 a 2,5 UA nos solos mais férteis e mais do que 10,0 UA sob adubação intensiva.

Para a obtenção de elevada quantidade de forragem, é necessário considerar que as gramíneas forrageiras são tão ou mais exigentes que as culturas tradicionais (Silva, 1995k). Desta forma, para a exploração intensiva das pastagens nos solos de cerrado, a correção e a adubação estão entre os fatores mais importantes a determinar o nível de produção das forrageiras. Tendo em vista a baixa fertilidade dos solos de cerrado é necessário que se estabeleçam, inicialmente, níveis médios de fertilidade a serem alcançados, como possibilidade de viabilização técnica e econômica, dada a gradual capacidade de resposta dos solos no processo de recuperação.

A calagem é a primeira prática de correção para colocação desses solos no processo produtivo (Lopes, 1983; Corsi & Nússio, 1993; Vitti & Luz, 1997), reduzindo a acidez, fornecendo Ca e Mg, aumentando a eficiência das adubações e a capacidade de troca catiônica (CTC). A seguir vêm as adubações com N,P,K, S e micronutrientes, principalmente Cu, Zn e B. Um aspecto importante é realizar a correção e a adubação de forma equilibrada, mantendo a proporcionalidade entre os nutrientes Ca, Mg e K, no complexo coloidal do solo, como 65-85%  Ca+2, 6-12% Mg+2, 2-5% K+ e 20% H+ (Silva, 1995).

O nitrogênio é o elemento mais ausente no solo e o mais importante em termos de quantidade necessária para maximizar a produção das pastagens e aumentar a sua capacidade de suporte. As gramíneas forrageiras tropicais têm potencial para responder a níveis elevados de adubação nitrogenada, com incrementos lineares até a dose de 400 kg de N/ha/ano. A maior eficiência em seu uso, todavia, assim como respostas em produção animal, somente ocorrerão quando os demais nutrientes estiverem em níveis adequados no solo e a pastagem for manejada adequadamente4 para que os animais aproveitem a forragem produzida.

Indicações gerais de correção e adubação para iniciar a exploração intensiva em solos de cerrado de baixa fertilidade são: calagem, para elevar a saturação por bases acima de 60%, adubação fosfatada para elevar o teor de fósforo (P) no solo para 10-15 ppm (resina), e adubação de produção em torno de 1.000 kg/ha de fórmula 20-5-20 e ou similar, aplicada parceladamente 4 a 5 vezes durante as águas; aplicação preventiva de micronutrientes (40 a 50 kg/ha de FTE BR-12 e ou similar, a cada 3 anos); e calagem posterior (1 a 1,5 t de calcário/ha na seca).

Com a elevada produção de forragem obtida sob adubação intensiva, o sistema de pastejo rotacionado, que se caracteriza pela mudança periódica e frequente dos animais de um piquete para outro, dentro da mesma pastagem, é o mais indicado, por garantir maior uniformidade e eficiência de pastejo e maior controle do estoque de forragem.

O número de piquetes de cada pastagem será função do período de descanso (PD) e do período de ocupação (PO), que pode ser obtido pela equação:

Número de piquetes = (PD/PO) + 1 

O período de ocupação deve ser de curta duração, de 1-3 dias, para garantir melhor rebrota das plantas e facilitar o controle da lotação da pastagem. O período de descanso varia conforme a espécie forrageira, visando obter melhor equilíbrio entre produção e qualidade da forragem (Tabela 1). 

Tabela 1 - Período de descanso para algumas gramíneas forrageiras utilizadas sob pastejo rotativo

Gramínea

Período de descanso (dias)

Capim Elefante

45 (35-45)

Colonião e outros cultivares

35 (30-35)

Andropogon

30 (25-30)

Brachiaria brizantha

35 (30-35)

Brachiaria decumbens

30 (25-30)

Coast-cross, Estrela, Tifton

25 (20-28)

O tamanho de cada piquete vai depender da área disponível, do número de animais e da produtividade da pastagem. As pastagens são consideradas de alta, média e baixa produtividade, quando a área de pastagem ,suficiente para atender o requerimento diário em volumoso de um bovino adulto de 450 kg, de peso vivo, for de 30 m2, 40 a 60 m2 e maior do que 60 m2, respectivamente. No caso de uma pastagem explorada extensivamente, a área de pastagem necessária é em torno de 200-300 m2 /UA/dia.

A altura do resíduo após o pastejo deve ser controlado para evitar o superpastejo, que pode prejudicar a rebrota das plantas e o desempenho animal. Também deve ser evitado o subpastejo que significa perda de forragem. A altura do resíduo é variável com as espécies forrageiras (Tabela 2) de acordo com suas características morfofisiológicas. 

Tabela 2 - Altura de manejo (cm) de algumas gramíneas forrageiras

Espécies ou variedades

Altura (cm) das forrageiras quando os animais

 

Entram na pastagem

Saem da pastagem

Variedades de capim elefante

160-180

35-40

Tobiatã

160-180

50-80

Colonião, Tanzânia

100-120

30-40

Mombaça

120-130

40-60

Capim Andropogon

50-60

20-30

Brachiaria brizantha

40-45

20-25

capim Pangola, Coast-cross, Estrela, B. decumbens

25-30

10-15

Brachiaria humidicola

15-20

5-8

Fonte - Modificado de Rodrigues (1986) 

Nas Tabelas 3 e 4 estão apresentadas informações sobre a produção por animal e por área, respectivamente, obtidas com algumas gramíneas forrageiras sob adubação intensiva no Centro de Pesquisa de Pecuária do Sudeste.

As gramíneas não devem ser comparadas, pois existem variaçõe4s quanto ao solo, idade da pastagem, nível de adubação, categoria animal, etc., mas os resultados demonstram que diferentes gramíneas , desde que manejadas adequadamente, podem apresentar bom desempenho tanto em produção por animal quanto por área. 

Tabela 3 - Ganho de peso vivo (PV) de bovinos Canchim e cruzados Canchim/Nelore em pastagens no CPPSE, nas águas

Gramínea

Categoria

kg PV/animal/dia (*)

Tanzânia

novilhas

0,680

Tanzânia

bezerros

0,600

Tanzânia

garrotes

0,820

Coast-cross

novilhas

0,713

Coast-cross

novilhas

0,600

Mombaça

novilhas

0,590

Marandu

garrotes

0,680

(*) Nota = Após jejum de 16 horas. 

Tabela 4 - Lotação e ganho de peso vivo (PV) de bovinos Canchim e cruzados Canchim/Nelore em pastagens no CPPSE, nas águas

 

Gramínea/ano

N. de animais

Categoria

N. de dias

Adubação (kg N/ha))

Ganho de PV (kg/ha

Lotação média (UA/ha)

Tanzânia/96

65

novilhas

150

200

80,3

5,8

Tanzânia/97

58

garrotes

150

300

909

6,4

Coast-cross/96

121

novilhas

144

300

900

6,6

Coast/cross/97

134

novilhas

132

300

780

7,6

Mombaça/97

75

novilhas

111

200

491

5,3

Brachiaria Brizantha/97

62

garrotes

126

200

437

4.0

 

Quanto à economicidade da adubação de pastagens, ela irá depender, entre outros fatores, do incremento de produção de matéria seca, que irá variar com a espécie, seu manejo, clima, solo, potencial e categoria animal e, principalmente, do custo do fertilizante e do valor do produto carne (Gomide, 1989).

A adubação das pastagens, todavia, traz vantagens adicionais que melhoram a eficiência do sistema como um todo: evita a degradação das pastagens; permite sobras de forragem que poderão ser vedadas nas águas e ou conservadas na forma de feno ou silagem para uso na seca; aumenta a disponibilidade de forragem no início das secas e de forma rápida no início das águas; com a maior reciclagem dos nutrientes em sistemas intensivos  a adubação poderá ser diminuída com o decorrer do tempo, sem afetar a produção; e, com a adubação, as áreas de pastagem poderão ser reduzidas drasticamente, liberando áreas para produção de alimentos para o período das secas (cana, silagem, feno, culturas anuais e de inverno, etc.).

Embora em sistema intensivo de uso das pastagens se consiga maior produção no período das secas, em decorrência principalmente do efeito residual das adubações, a estacionalidade de produção da forragem, em razão de fatores climáticos, vai continuar ocorrendo, com valores na faixa de 10-20% da produção total anual, a menos que seja corrigida, em parte, com o uso de irrigação. Desta forma, o número de animais a ser mantido na seca, fora das áreas de pastagens intensificadas, aumenta à medida que aumenta a produtividade das pastagens nas águas. O custo de alimentação desses animais durante a seca é um dos principais fatores a serem considerados na viabilização da intensificação da produção por unidade de área (Boin & Tedeschi, 1997). Assim, a exploração intensiva das pastagens nas águas deve estar sempre associada a sistema de alimentação na seca. O confinamento pode ser uma estratégia interessante, para manter a intensificação da produção, pela possibilidade de venda de animais na entressafra, combinando maior preço, maior giro de capital e maior produtividade, com diminuição da lotação das pastagens. Outras alternativas são pastagens estrategicamente vedadas nas águas, para uso na seca, com e sem suplementação, e fornecimento de volumosos, como cana, silagem, feno, e culturas anuais e ou de inverno.

A lotação também poderá ser reduzida com a venda de animais de descarte no final das águas ou, principalmente, daqueles apresentando peso de abate. A venda desses animais no período de safra (preço por arroba mais baixo) é compensada pelo seu menor custo. Também pode ser feito ajuste, no caso da fase de cria, programando-se a parição para outubro (Corsi & Santos, 1995), combinando o período de maior exigência dos animais com a época de maior produção de forragem.


Fonte: Revista Agropecuária Tropical nº 112.


 
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